Hoje, dia 1 de Dezembro, no programa Fátima, emitido durante a manhã pela SIC, foi relatado o caso de um militar que, da enfermaria de psiquiatria do Hospital Militar Principal, se atirou da janela da enfermaria para a rua, sobre o Jardim da Estrela, vindo a cair numa rede de arame que, ao que parece, lhe teria evitado a morte imediata.
Considero que a reportagem foi oportuna, tanto mais que se divulga a existência, no Hospital Militar Principal, de uma clínica de psiquiatria.
Não comento a maneira como foi resgatado o corpo, a isso foi dado relevo na reportagem, quero apenas referir que, também, aos militares, cabem doenças do foro psiquiátrico talvez, consequências de situações vividas na guerra.
E é tempo de "publicitar" e dar conhecimento ao cidadão português que as Forças Armadas de Portugal, depois da guerra colonial, têm participado em acções de manutenção de paz em zonas de guerra e cito, Bósnia, Kosovo, Afeganistão, Iraque, Angola, Moçambique, Timor, Norte de África, para além de qualquer outra que não me ocorre lembrar.
É tempo de dar conta ao cidadão português, do comportamento dos seus militares, dos seus actos de abnegação, daquilo que fazem em nome de Portugal e das suas gentes.
Ou será que só os jogadores de futebol e cantores dão a conhecer a existência de Portugal?
É aos Chefes Militares que compete falar sobre os homens sob o seu Comando. E é altura de começarem a falar, não escondendo a defesa dos seus homens e da instituição a que pertencem.
Se há militares, doentes do foro psiquiátrico, consequência dos traumas vividos no local onde desempenharam a sua missão, isto deve ser dito, não pode ser omitido, e o cidadão português deve sabê-lo pela boca dos Chefes Militares.
Se os Chefes abdicarem da função de informar, o País, sobre os militares sob o seu Comando, deixando-se envolver em "jogos" de nomeações políticas, então .... é muito provável que venhamos a tomar conhecimento, pela SIC, de mais militares a lançarem-se pelas janelas das enfermarias!!