maio 23, 2007

Voltamos aos delatores???!!!

Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.
Parece-me que as habilitações do 1º ministro vieram para ficar já que são agora os seus fieis servidores que se encarregam de criar incidentes à sua volta.
Para que conste, recebo diariamente por email bastantes anedotas e ditos sobre o 1º ministro, alguns com piada, outros nem por isso, alguns reencaminho para os meus amigos, outros vão para o lixo, todavia não os considero insultuosos para o governante nem tão graves quanto utilizar um título académico a que não se tem direito!

Publicado por Manuel Marques em 12:33 AM

maio 22, 2007

É um apelo!

Publicado por Manuel Marques em 11:13 PM

O cão de Mourinho e o futebol do Chelsea

Com o meu aplauso copio a coluna Opinião do Diário de Notícias de hoje, escrita pelo jornalista João Miguel Tavares
"Muito a custo, o Chelsea lá ganhou mais um título, e José Mourinho levantou orgulhosamente seis dedinhos para as câmaras de televisão - uma falangeta por cada taça que embolsou nos últimos três anos. Foi a maneira que arranjou para abreviar o currículo e exibi-lo a Roman Abramovich, que embora estivesse no melhor camarote de Wembley a apoiar a equipa parece que anda pelos cantos a fazer contas de cabeça - correr com Mourinho ou não, eis a questão. A quantidade de títulos que o português conseguiu em tão pouco tempo é invejável, com certeza, mas o seu salário opíparo, os falhanços na Liga dos Campeões e o dinheiro que enterrou em jogadores de produtividade mais do que duvidosa obrigam o patrão russo a coçar as meninges. E, aqui entre nós, o homem tem uma certa razão. Sim, eu sei, Mourinho é fantástico, o melhor treinador do mundo, o Special One e blá, blá, blá. Mas digam-me: alguém se lembra de um único jogo memorável do Chelsea nos últimos dois anos? Um único, um só, abandonado e viuvinho, se faz favor. É que eu não me lembro. José Mourinho é mestre em pôr a rapaziada vestida de azul a correr que nem galgos pelo campo, a jogar como uma equipa unida com Super Cola 3, competitiva até mais não e com rios de suor a despencar daquelas testas. Mas o (bom) futebol é muito mais do que pressão alta e correrias. Mourinho ganhou, pôs o Chelsea no mapa do futebol à escala planetária, encheu capas de jornais, fez entrar muitas libras nos cofres do clube. Só que Abramovich não está no Chelsea para ganhar dinheiro. Para ganhar dinheiro, ele tem o petróleo. Se quiser engrossar a sua conta bancária, compra mais um poço - não um clube de futebol. Abramovich investiu no Chelsea pelo prestígio e porque gosta de bola. E bola da boa, convenhamos, é coisa que não se tem visto para os lados de Stamford Bridge. E aí, boa parte da culpa é mesmo de Mourinho. Porque o Chelsea é, em primeiro lugar, a sua distinta pessoa. Nenhum jogador é tão famoso quanto ele (basta ver as fotografias nos jornais), e as aventuras do seu cão ilegal, perseguido pela polícia por falta de vacinas e fugido do país em jacto privado, fazem correr mais tinta do que qualquer vitória no campeonato. De tão special, o Special One secou tudo à sua volta. O Chelsea de Mourinho é uma máquina sem alma e com muito pouca inventividade - falta talento em estado puro, aquela espécie de talento que abunda nas linhas avançadas do Manchester ou do Barcelona. Com os milhões do petróleo, ele já poderia ter junto de sim uns Ronaldos, um Messi, ou até mesmo um Deco. Mas não tem. E por isso a ausência de vacinas do seu cão é mais notícia do que a qualidade da equipa que treina. O brilho de Mourinho empalidece o futebol do Chelsea. Foi isso que Abramovich já percebeu. E percebeu bem."
Nada mais há a acrescentar, porquanto tudo quanto mais disser somente estraga o brilhante texto que copiei.

Publicado por Manuel Marques em 10:38 PM

maio 15, 2007

O terrorismo não deve ter honras de estado

Os partidos parlamentares aprovaram, por unanimidade!!!!!?????, a trasladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional.
Sobre tal assunto parece-me interessante ler o artigo publicado em "Somos Portugueses" e também o comentário ao texto.
Há tempos, tive ocasião de escrever sobre cidadania onde afirmei que uma sociedade sem passado é uma sociedade sem presente e sem futuro. É com mágoa que sinto os parlamentares a quererem empurrar-nos para uma sociedade daquele tipo.

Publicado por Manuel Marques em 09:58 PM

maio 12, 2007

José Sócrates

O nome do 1º ministro é José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
Gostava de saber a razão que determinou a escolha de 2 nomes próprios para o seu nome de referência; é assim, a modos como o José Manuel, João Maria, Manuel Francisco, etc. Em Portugal é norma utilizar como referência os apelidos de família pelo que, seria normal José Pinto de Sousa precedido ou não do título profissional se o tiver.

E quanto ao título profissional, não percebo porque demora tanto tempo a acabar com as dúvidas. É óbvio que José Sócrates aguarda que o tempo abafe o escândalo todavia, penso que ele está enganado porque o escândalo não passa ao esquecimento.
Recordemos António Barreto no "Público":
"ter a necessidade de mostrar diplomas na televisão revela uma situação em que a palavra já vale pouco e a confiança se esvai"
Lembremos, também, Diogo Freitas do Amaral no "Sol":
"a defesa apresentada foi, não apenas completa e satisfatória, mas mesmo brilhante"
Abençoado Diogo que é tam inteligente!

E como a conversa é como as cerejas, nunca vem uma só, lamento também o que se diz à boca cheia "o governo não sabe explicar".
E não sabe porque não tem capacidade para o fazer, isto ou porque se trata de medidas absurdas ou porque os projectos não têm consistência e daí não serem compreendidos.
Julgo que já era tempo de o governo apresentar um relatório da obra feita durante o seu mandato, custos e benefícios. Os portugueses agradecem.

Publicado por Manuel Marques em 10:07 PM