As notícias políticas, de hoje, os candidatos a Presidente da República,
são simplesmente "bué".
Mário Soares, está a preparar a sua candidatura e é apoiado pelo PS. O povo diz que foi Mário Soares que restituiu a liberdade aos portugueses; o povo é agradecido. Mas, por vezes, tem memória curta ou não percebeu.
Lembro apenas que, naquele tempo, quando as coisas estavam rijas, Cunhal contou as espingardas e não avançou. E quem é que tinha as "espingardas"?
Mário Soares é um ancião que, poderá, se quiser, deixar escrito algumas verdades, se as souber, que ainda não foram ditas.
Manuel Alegre, é deputado há 30 anos! Que eu saiba, nunca vi que se tenha batido por uma causa a favor de Portugal e dos seus concidadãos.
Manuel Alegre é um poeta.
Cavaco Silva, já foi primeiro ministro de um governo com maioria absoluta. E que fez? Não lhe conheço nenhuma reforma que trouxesse ao país mais valia duradoura, ensino, administração do território, etc.
Cavaco Silva não é homem de diálogo, parece que está zangado com o mundo, julgo que deve parar para pensar!
É a oportunidade do Dr. Alberto João Jardim. Não é pessoa da minha simpatia, grita muito, é grosseiro no seu trato, mas se calhar é dum "tipo" daqueles que Portugal agora precisa. E o homem, ao contrário dos outros candidatos, tem obra feita. Já ouvi dizer que é o gestor que melhor aplica os fundos vindos da comunidade europeia.
Acabei, agora mesmo, de encontrar este blog, o fim da democracia.
Não deixe de ler e, se é daquele tempo, refresque a memória e recorde os factos e acontecimentos que se desenrolaram.
Pena é que a memória seja tam curta!
O governo de Portugal tem de “parar para pensar”.
Portugal quer saber como o governo vai cuidar do bem estar dos seus habitantes, quais os polos de desenvolvimento sustentado que deve promover e tambem ser respeitado no concerto dos estados.
Ao longo da semana tenho vindo a ler diversos weblogs e, em todos eles, se nota a preocupação com a gestão do país, se denunciam irregularidades e decisões contra os interesses comuns dos cidadãos.
Nos jornais, cito a Visão, o Público, onde, claramente, se nota que isto vai mal; a Visão e o Público, escrevem sobre autenticas "palhaçadas" irresponsáveis, a TSF e o DN falam da preocupação dos cidadãos informados.
Não sei como os cidadãos terão de pôr cobro a este estado de coisas pois, a verdade, é que se não se segurarem nas rédeas destes políticos desenfreados iremos assistir a um trambolhão pior do que aquele que se seguiu à desastrada morte do D. Sebastião.
Também nós, cidadãos, teremos de "parar para pensar".
O Públicodiz que Marques Mendes volta a considerar que novo aeroporto não é urgente nem necessário.
Eu concordo.
Mas o Presidente do PSD tem de dizer porquê. Tem de explicar, muito bem explicadinho, ao povo português, analfabetos e universitários, e ao governo, as razões que o levam a fazer estas afirmações e porque não deve ser construido um aeroporto com aquela grandeza.
Tem de dar uma alternativa, bem fundamentada, com razões que não deixem margem a interrogações.
Tem de falar no mercado aeronáutico, nas estruturas aeroportuárias, etc. etc.
Se o Presidente do PSD não sabe como isso se faz, se não tem capacidade e eloquência para o fazer, então contrate quem saiba e tenha a humildade de aprender.
Considerar, apenas por considerar, não é postura de lider e muito menos de lider reponsável.
Volto ao tema da governação da nossa terra e continuo pensando que é necessário ter projectos para o desenvolvimento e saída da crise.
À semelhança da Holanda que criou o projecto das suas flores e a Finlândia que criou o projecto da Nokia, hoje qualquer daqueles países tem especialistas nas áreas daqueles projectos, áreas que englobam produção, distribuição, comercialização, o mesmo que dizer indústria, transportes, comércio.
Portugal e quem o governa têm de escolher qual o sector de actividade onde vão criar o seu projecto que, obviamente, tem de envolver todos os cidadãos.
E estou a pensar nos partidos políticos PS, PSD, BE que devem acompanhar e corrigir o desenvolvimento de todo o processo para atingir o objectivo e não passarem o tempo a lançar atoardas, só porque estão na oposição, só porque é tradição, dizer mal do executivo. Não me refiro ao PC porque ainda tem muito para mudar e ao PP porque está em mudança.
Causa-me má disposição ouvir os líderes da oposição criticarem destrutivamente o que o governo faz, quer seja bom ou mau. Não é para isso que o Orçamento, dinheiro dos contribuintes, lhes paga.
Repito, escolher o seu projecto pois, o que fôr feito é para ficar bem feito. Temos um ditado que diz “quem muitos burros toca, algum fica para trás”. E os recursos de Portugal, tanto quanto ouço dizer, só dão para tocar um burro.
Não se iludam, Senhores Decisores, só com trabalho e ouvindo, com humildade, quem tem sabedoria e conhece Portugal, se pode construir um projecto.
O PIIP é um documento muito bonito mas, não chega a lado nenhum se não tiverem um projecto.
Em post anterior referi quanto era importante olhar para o oceano e aproveitar a oportunidade da instalação, em Lisboa, da sede da Agência Europeia de Segurança Marítima.
E já agora, a talhe de foice, vou transcrever um texto referido aqui, o qual, pela sua actualidade merece ser relido.
Artigo de João César das Neves
publicado no Diário de Notícias de 27 de Março de 2000
O sucesso da asneira
Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem
Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.
Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.
Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Aliás, tem mesmo um só elemento: Portugal.
A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.
Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado:
"O País Que Não Devia Ser Desenvolvido"
O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses
"Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.
Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.
Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria.
O nosso país não pode ser desenvolvido.
Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.
Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal
português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.
É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.
Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.
Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável."
O texto termina dizendo:
"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".
Ontem, ao ler um post da “Internet para as Domésticas” então e não é que levei mesmo? no qual referia “a importância da falta de assunto na criatividade das pessoas chamadas Vitriólica C. O Rosiva que escrevem nos blogues" deixou-me a oportunidade de pegar na sua falta de assunto e recordar que nunca é demais abordar o tema terrorismo.
Terrorismo, que, prefiro classificar como guerra contra o ocidente, em nome do Islão, promovida por várias correntes, nas quais, porventura, se incluem estados reconhecidos como tal.
Penso que é altura de se determinar quem e qual é o inimigo, o seu potencial e os seus objectivos.
Trata-se de uma guerra nova, diferente, da guerra convencional entre estados e da guerra fria entre potências de ideologia oposta.
Os peritos em defesa terão de mudar a designação de “acto terrorista” para “ataque ao objectivo X” e os estados têm de mobilizar os seus recursos para um novo tipo de guerra. Nesta área, a globalização tem toda a razão de ser, promovendo uma relação entre os estados e o combate ao “inimigo”.
Discordo totalmente do Dr. Mário Soares e fico arrepiado quando o oiço dizer que é necessário negociar com os terroristas, saber o que eles querem e chegar a um entendimento. Ainda, há dias num programa da SIC Noticias o ouvi dizer que ele próprio negociou, a independencia de Moçambique, com os terroristas daquele território. Com todo o respeito, que me merece uma pessoa um pouco mais velha do que eu, diga-me o que tem a ver o cu com as calças. E, tal negociação não é exemplo.
Do Relatório Final do Documento de Orientação Estratégica do PIIP, publicado no site da Ordem dos Economistas, permiti-me retirar o que, em termos de preâmbulo do programa, julgo, de mais significativo para definir os objectivos a atingir.
"3. Enquadramento Programático
3.1…….............
Este Programa adopta uma estratégia de desenvolvimento para a economia portuguesa baseada em dois eixos:
a criação de condições para o crescimento sustentado da economia portuguesa
e a consolidação das contas públicas.
...................
...................
....................
Para além dos investimentos prioritários, o esforço público incidirá em promover e dinamizar actividades que resultem em investimento privado, quer sob a forma de parcerias público-privadas, quer de iniciativa privada, na sequência da concessão de licenças por parte do Estado, em especial nos sectores dos transportes, da energia, da saúde e do ambiente. Este esforço será traduzido num Contrato para a Confiança, necessário para relançar o investimento e criar emprego.
4. Os Critérios de Selecção
Admite-se, pois, que o esforço de investimento público, no período 2005-2009, será
selectivo e qualificado, sendo direccionado prioritariamente para o reforço dos factores que são decisivos na melhoria da produtividade e da competitividade da economia: o conhecimento, a qualificação dos recursos humanos, a inovação tecnológica, a eficácia dos serviços prestados pelo Estado e a integração das actividades no território.
Consequentemente, os critérios adoptados incluem:
a) os benefícios esperados;
b) .......................................
c) ..........................................
No que respeita aos benefícios esperados, foram formulados segundo 3 eixos principais:
a) contributo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e da coesão social;
b) ordenamento do território e reforço da sustentabilidade;
c) crescimento económico e aumento da competitividade económica."
Lendo com atenção todo o documento e sem pretender retirar o mérito a quem o estruturou, devo dizer que, na minha modesta opinião, e exercendo o meu direito de cidadania, encontro algumas omissões que devem ser referidas:
1.
Ausência de referências ao oceano, recurso natural que a natureza nos doou. É obrigatório que os governos, de uma vez por todas, se debrucem sobre a fonte de riqueza que é o mar e elaborem um projecto, de âmbito nacional, no qual sejam envolvidos todos os cidadãos, porque o mar não é só turismo.
2.
Também não vi referências aos portos, entreposto do sistema de transportes, para o qual Portugal devia ter especialistas.
Ao que parece, vai ficar instalada, em Portugal, a sede da Agência Europeia de Segurança Marítima, que tem por missão prevenir e combater a poluição marítima, estabelecer a segurança das rotas, promover a informação e a legislação sobre a segurança no mar e nos portos, para além de outras que, necessariamente, irão surgir com a sua actividade.
3.
No que diz respeito ao aeroporto da Ota, julgo que o tema devia ser, amplamente, discutido por quem conhece a matéria. Convidar especialistas, que sejam a favor e contra o projecto, nas áreas do mercado do transporte aeronáutico, da infraestrutura aeroportuária, e outras relacionadas com o projecto, para apresentarem os seus argumentos. E depois, o bom senso, certamente, decidirá o que é melhor para Portugal.
4.
E quanto ao investimento em capital intelectual? Segundo os peritos, os gastos com capital intelectual devem ser considerados investimento e não custos. E, porque não há um projecto nacional envolvendo as universidades e as empresas?
É um espanto!
Os contribuintes portugueses já pensaram que estão a pagar para uns "chico espertos" se divertirem à custa desses mesmos pagantes?
Se tiver oportunidade, leia a Única do Expresso da passada semana.
Bom, e a imprensa dá-lhes cobertura!!!!
O Expresso publica frases, na página 2 do 1º caderno de 9Julho2005.
Eu sei que são extraídas de um texto ou conferência ou entrevista, mas está escrito e merecem explicação.
“O sr. Blair teve em Londres o que o sr. Aznar teve em Madrid. É a mesma coisa. Porquê? Porque as pessoas estão desesperadas”
Esta frase é de Mário Soares.
Provavelmente, Mário Soares já explicou a interpretação a dar à sua frase.
Vou tentar encontrar o que ele disse. Se alguém dos meus leitores me ajudar, fico agradecido.
E já agora, por falar de autarquias e de candidaturas, espanta-me como é possível a comunicação social dar cobertura a “declarações vitoriosas” dos candidatos Isaltino Morais, Ferreira Torres, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras!
E será que o povo, aquele que paga, aquele que carece de qualidade de vida, etc. etc. vai votar neles?
Acabei de ver na SIC Noticias, o final da última parte da entrevista dada pelo candidato, à Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, à jornalista Maria João Avilez.
Tenho pena de não ter sido espectador desde o principio.
Na Web, a informação sobre a página pessoal da jornalista diz,
” Jornalista conceituada, mãe e personalidade proeminente da sociedade e cultura portuguesa, Maria João Avilez alia originalidade e inteligência na forma como interpela os seus entrevistados”,
e assim me habituei à sua presença, à sua maneira de estar.
Mas, hoje, fiquei espantado com o seu nervosismo, até gesticulou com os dois braços no ar, falta de àvontade
perante um entrevistado calmo, senhor das suas palavras, com argumentação convincente, sabendo do que está a falar e curiosamente, dando soluções fáceis para coisas difíceis.
Porquê assim, Maria João?