Aqui na minha rua, a distribuição de correspondência passou a ser feita por uma “carteira” que substitue a titular durante as suas férias. Tanto quanto me é dado saber, a prática da substituição de carteiros por trabalhadores eventuais é habitual nesta altura do ano.
Acontece que na passada sexta-feira, a “carteira substituta” porventura triste com a sua tarefa (que, se calhar, não é confortável) resolveu atirar para o caixote do lixo uma parte da correspondência que andava a distribuir.
Uma das habitantes viu aquele gesto, correu para o caixote do lixo e conseguiu recuperar a correspondência.
Naturalmente foi perguntado à rapariga da razão porque teve aquela atitude, dado que a correspondência que deitou para o caixote do lixo é suposta conter documentos importantes, alguns difíceis de recuperar, outros envolvendo o cumprimento de responsabilidades, e outros ainda transmitindo informações importantes para o dia a dia do destinatário. A sua resposta foi que não fez por mal e não tinha pensado que a correspondência era assim tam importante.
Eu acredito que a rapariga não mentiu quando deu aquela resposta.
Este facto é elucidativo quanto ao ensino que é dado aos nossos jovens quer pelos pais quer pela escola.
Será que na escola primária ensinaram àquela jovem o que é ser responsável?
E os seus pais alguma vez lhe terão falado neste assunto?
Aqui fica um acontecimento que servirá para um futuro tema: ser responsável.
Lembrei-me agora dum recente acontecimento que correu as páginas dos jornais portugueses. “A jusficação da falta aos trabalhos do Parlamento pelos Deputados que foram assistir ao jogo de futebol em Sevilha”.